Por Simone Zanotello de Oliveira

Quer conseguir um novo emprego? Quer uma posição de destaque na empresa? Então, cuidado com algumas atitudes pessoais que podem colocar seu ideal em risco.

Em primeiro lugar, não seja o famoso “falastrão”. Evite chamar os outros de “querido/a”, “coração”, “fofo/a”, “bem” e outros termos similares. Isso é tentar imprimir uma intimidade que não se tem, o que poderá gerar um efeito totalmente contrário – a pessoa vai querer distância de você, além de achar que você é falso/a.

Se você fala demais (e pior, não escuta os outros), também é hora de repensar, pois esses perfis não são mais tolerados pelos entrevistadores. Evite, também, ser seu “marqueteiro pessoal” em excesso. Logicamente, devemos “vender nosso peixe”; no entanto, isso deverá ser feito de forma moderada. Procure não se autoadjetivar dizendo que é dinâmico, inovador, competente, inteligente, criativo, etc. Melhor que dizer, é mostrar essas atitudes. E nessa mesma linha, é importante destacar que ninguém tolera um sujeito que tem o ego maior que tudo: aquele que faz tudo, sabe tudo e conhece todos. Cuidado com as famosas “carteiradas”.

A pontualidade também é algo que os examinadores costumam verificar nos candidatos. Há uma presunção de que se ele chega atrasado na entrevista ou na avaliação, também o fará no trabalho. Além disso, a postura durante a conversa também é importante. Evite esparramar-se na cadeira, como se estivesse no sofá da sua casa, e não deixe o celular ligado. Tudo isso poderá, literalmente, “queimar o seu filme”. Também não seja perua e nem pavão. Lembre-se que a roupa não deverá aparecer mais do que você. Por fim, quando for passar por qualquer tipo de avaliação, procure não parecer o candidato “sem noção”. É aquele que leva um “book” sobre sua carreira – mostra prêmios que ganhou, revistas em que apareceu, artigos que escreveu, etc. Normalmente, todas essas informações estarão em seu currículo; portanto, não precisa mostrar nada, a menos que lhe peçam.

E, para finalizar, reflita se você, mesmo que inconscientemente, não está tendo essas atitudes, e isso eventualmente pode estar emperrando a obtenção do seu novo emprego ou da sua promoção.

Este e outros temas estão no livro “Manual de sobrevivência no mercado de trabalho”, da Editora In House

SIMONE ZANOTELLO

Advogada e consultora jurídica na área de contratações públicas. Doutoranda em Direito Administrativo pela PUC-SP. Mestre em Direito da Sociedade da Informação (ênfase em políticas públicas com o uso da TI) pela UniFMU-SP. Pós-graduada em Administração Pública e em Direito Administrativo pela PUC-SP. Extensão em Direito Contratual. Diretora de Apoio à Gestão na Prefeitura de Jundiaí-SP. Docente e consultora jurídica de diversas empresas (Consultre-ES, Supercia-MS, RHS Licitações-SP,  Licidata Eventos-PR, Connecton-PR, dentre outras). Trabalha na área de contratações públicas há 25 anos. Professora do Centro Universitário Padre Anchieta – Jundiaí-SP, nas disciplinas de Direito Administrativo e Linguagem Jurídica. Autora dos livros: “Redação: reflexão e uso” (Arte & Ciência), “Recursos administrativos” (Negócios Públicos) , “Manual de redação, análise e interpretação de editais de licitação” (Saraiva), “Recursos administrativos no pregão” (Negócios Públicos), Coletânea “101 dicas sobre o pregão” (Negócios Públicos, com mais 9 autores), Coletânea “Temas jurídicos relevantes sobre direito da sociedade da informação” (Quartier Latin, com mais 24 autores, “Antologia Unianchieta” (In House, com mais 14 autores), “Concurso público – polêmicas e jurisprudências do STF, STJ e Tribunais de Contas” (Graciosa, com mais 7 autores); “Aspectos polêmicos sobre concurso público” (ConTreinamentos, com mais 9 autores); “Curso de língua portuguesa para estudantes do direito” (In House) e “Manual de sobrevivência no mercado de trabalho” (In House). Autora de diversos artigos jurídicos e literários. Ministra cursos nas áreas de licitações, contratos administrativos, convênios, parcerias com o poder público (concessão, permissão, PPP), gestão pública, concursos públicos, linguagem oficial e linguagem jurídica. Formada em Letras, com pós-graduação em Gramática da Língua Portuguesa. Integrante da Academia Jundiaiense de Letras Jurídicas e da Academia Jundiaiense de Letras. Colaboradora das revistas “O Pregoeiro”,  “Negócios Públicos” e “Licicon”, da Editora Negócios Públicos – Curitiba-PR.

 

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