Por Simone Zanotello de Oliveira

Na realidade atual, é praticamente impossível candidatar-se a um emprego sem ter que passar por uma entrevista. Mesmo quando o emprego é “indicado”, ou seja, quando não há seleção, o empregador promove uma conversa com o iminente empregado.

Daí vem a questão: como superar essas entrevistas com sucesso? Em primeiro lugar, você precisa controlar o nervosismo. Trata-se de um sentimento natural, e até prudente, visto que quando se tem um pouco de receio de alguma coisa, ela será encarada com mais respeito e com mais cautela. No entanto, a primeira atitude é não deixar essa ansiedade atrapalhar seu desempenho, respirando fundo e com pausas, por pelo menos um minuto, e dizendo internamente palavras de encorajamento e confiança. Com isso, certamente você estará mais relaxado para enfrentar a sabatina.

Uma entrevista exige que você esteja preparado para ela. Então, é preciso pensar nas prováveis perguntas que serão feitas e ter respostas para elas. Vejamos algumas questões mais comuns.

A primeira delas refere-se ao motivo pelo qual você quer aquele emprego. Nesse caso, você deve destacar as áreas que a empresa possui, nas quais poderá dispor suas qualificações e experiências, inclusive demonstrando as contribuições que poderá dar à corporação.

Outra questão é o motivo pelo qual você quer trabalhar naquela empresa. Para respondê-la, você deverá fazer uma pesquisa prévia sobre a empresa, para poder conhecê-la e, daí sim, destacar as qualidades que o motivaram a procurá-la: reconhecimento no mercado, realizações, objetivos sociais, políticas de trabalho, plano de carreira, etc.

O entrevistador também poderá perguntar quais são os seus pontos fortes, sendo que nesse caso você deverá destacar aqueles que forem importantes para a organização, de acordo com o que ela objetiva. Não adianta  dizer que é bom em “vendas”, se o emprego é na área de “recursos humanos”, por exemplo.

E se o entrevistador perguntar sobre os pontos fracos? Nesse caso, você deverá dizer que não tem, para não se prejudicar? Definitivamente a resposta é “não”. Certamente o entrevistador saberá que você está mentindo se disser que não tem pontos fracos. Nessa hipótese, é preciso pensar nesse ponto fraco, e acrescentar que possui total conhecimento dele e que tem força de vontade e capacidade para corrigi-lo.

Outra pergunta que poderá surgir, e que causa um grande embaraço é: qual sua pretensão salarial? Para respondê-la, também é importante fazer uma pesquisa prévia sobre a média salarial de mercado para a função pretendida. Com base nessa informação, deverá ser dito ao entrevistador que tem conhecimento que a média de mercado para essa função é “x”, mas que está aberto a negociações. Enfim, acredito que essas são as principais perguntas feitas numa entrevista. Ah! E se você não entender alguma pergunta, não tenha receio de pedir ao entrevistador para repeti-la. É melhor fazer isso do que responder algo totalmente desconexo com o que se questionou.

Por outro lado, numa entrevista, será que cabe somente ao entrevistador fazer perguntas? Logicamente, não. Você também possui um papel importante, e deverá tirar todas as suas dúvidas sobre o cargo pretendido. Logo, não há problemas em se questionar sobre as oportunidades e chances que a empresa poderá oferecer na função, as perspectivas de ascensão, as atividades da empresa, dentre outras. Somente é preciso ter cuidado para não fazer perguntas somente sobre salários, prêmios e benefícios da empresa, a fim de  não passar um ar de puro interesse financeiro.

 Em suma, esses são os principais aspectos para se sobreviver a uma entrevista. Boa sorte!

Este e outros temas estão no livro “Manual de sobrevivência no mercado de trabalho”, da Editora In House

SIMONE ZANOTELLO

Advogada e consultora jurídica na área de contratações públicas. Doutoranda em Direito Administrativo pela PUC-SP. Mestre em Direito da Sociedade da Informação (ênfase em políticas públicas com o uso da TI) pela UniFMU-SP. Pós-graduada em Administração Pública e em Direito Administrativo pela PUC-SP. Extensão em Direito Contratual. Diretora de Apoio à Gestão na Prefeitura de Jundiaí-SP. Docente e consultora jurídica de diversas empresas (Consultre-ES, Supercia-MS, RHS Licitações-SP,  Licidata Eventos-PR, Connecton-PR, dentre outras). Trabalha na área de contratações públicas há 25 anos. Professora do Centro Universitário Padre Anchieta – Jundiaí-SP, nas disciplinas de Direito Administrativo e Linguagem Jurídica. Autora dos livros: “Redação: reflexão e uso” (Arte & Ciência), “Recursos administrativos” (Negócios Públicos) , “Manual de redação, análise e interpretação de editais de licitação” (Saraiva), “Recursos administrativos no pregão” (Negócios Públicos), Coletânea “101 dicas sobre o pregão” (Negócios Públicos, com mais 9 autores), Coletânea “Temas jurídicos relevantes sobre direito da sociedade da informação” (Quartier Latin, com mais 24 autores, “Antologia Unianchieta” (In House, com mais 14 autores), “Concurso público – polêmicas e jurisprudências do STF, STJ e Tribunais de Contas” (Graciosa, com mais 7 autores); “Aspectos polêmicos sobre concurso público” (ConTreinamentos, com mais 9 autores); “Curso de língua portuguesa para estudantes do direito” (In House) e “Manual de sobrevivência no mercado de trabalho” (In House). Autora de diversos artigos jurídicos e literários. Ministra cursos nas áreas de licitações, contratos administrativos, convênios, parcerias com o poder público (concessão, permissão, PPP), gestão pública, concursos públicos, linguagem oficial e linguagem jurídica. Formada em Letras, com pós-graduação em Gramática da Língua Portuguesa. Integrante da Academia Jundiaiense de Letras Jurídicas e da Academia Jundiaiense de Letras. Colaboradora das revistas “O Pregoeiro”,  “Negócios Públicos” e “Licicon”, da Editora Negócios Públicos – Curitiba-PR.

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